Inside MB for men: queda de cabelo e alopecia

No podcast Skin Talks, a Dra. Maria Bussade reúne especialistas do Bussade Health para discutir temas contemporâneos da medicina – entre eles a saúde dos cabelos

“Tempo é cabelo”. Talvez não exista uma definição mais precisa quando o assunto é queda capilar. Na dermatologia, o diagnóstico precoce é essencial diante de uma das condições mais prevalentes entre os homens: a alopecia androgenética, que atinge cerca de 70% deles em algum grau.

“A queda de cabelo é um sinal. Afinal, ele é muito mais que o fio ou o embelezamento estético. O nosso cabelo reflete a nossa saúde”, observa Dra.

Maria Bussade no terceiro episódio do Skin Talks, podcast do Bussade Health que aborda temas atuais — e atemporais — que merecem debate e esclarecimento. Ao lado das médicas Dra. Sheila Meireles, Dra. Alda Galvão e Dra. Carolina Freitas, a conversa avança para entender o que está por trás dos diferentes tipos de queda — afinal, alopecia é um tema amplo.

Acompanhe o Episódio 3 | Saúde dos cabelos: queda de cabelo e alopecia

Há alopecias cicatriciais — em que, uma vez destruído, o folículo não se regenera — e não cicatriciais. Mas como diferenciá-las? A resposta começa na avaliação dermatológica, que permite identificar se se trata, por exemplo, de um caso de eflúvio telógeno — uma das formas mais prevalentes — e, por meio da tricoscopia, definir o tratamento mais indicado.

Em alguns casos, como na alopecia androgenética, segundo Dra. Sheila Meireles, é importante bloquear o processo precocemente para estimular que o fio volte a crescer com características próximas às originais, inclusive em espessura. Da mesma forma, investigar possíveis deficiências nutricionais é essencial — inclusive para evitar a suplementação por indicação informal. Isso porque o excesso de vitaminas, como A e E, também pode agravar o quadro.

Já entre os tratamentos medicamentosos, também há avanços importantes — desde que acompanhados por um médico. De acordo com Dra. Carol Freitas, o minoxidil é um dos principais tratamentos para repilação em casos de eflúvio agudo e crônico. Ele atua reajustando o ciclo capilar.

“Ou seja, ajuda esse ciclo a entrar no eixo e o paciente a interromper quedas crônicas. Assim, aumenta a fase de crescimento do fio, permitindo que ele permaneça mais tempo no couro cabeludo, cresça mais e ganhe espessura”, diz.

Ela também destaca a versão tópica.

“É bastante eficaz. Foi o primeiro tratamento aprovado para tratar a alopecia androgenética.”

Por outro lado, finasterida e dutasterida ainda encontram resistência entre muitos homens por conta do receio de efeitos ligados à disfunção sexual.

“O medo dos homens é usar e ter efeitos colaterais, mas os estudos mostram que eles são muito baixos”, diz Dra. Sheila.

Ainda assim, há pacientes que não são elegíveis.

“Normalmente, pacientes com sobrepeso, que já têm transtorno depressivo ou testosterona baixa, por si só já apresentam predisposição à disfunção sexual. Esse é um paciente que, ao fazer uso desses medicamentos, pode apresentar esse efeito colateral”, comenta. Mas há alternativas?

No caso da dutasterida, um estudo publicado em 2021 comparou o uso oral do medicamento à aplicação injetável local no tratamento da alopecia androgenética — com resultados igualmente expressivos.

“É interessante associá-la ao microagulhamento robótico e aos lasers capilares para favorecer a permeação da substância diretamente no couro cabeludo, sem exposição sistêmica e, consequentemente, com menor risco dos efeitos colaterais que ainda preocupam muitos homens”, explica.

Já em um estudo mais recente, publicado em 2024, a finasterida tópica apresentou eficácia bastante semelhante à da via oral.

“Se o paciente tiver disciplina no uso, a finasterida tópica pode trazer resultados bastante expressivos”, comenta.

Quer se aprofundar ainda mais e entender os detalhes de cada tratamento? Assista ao Episódio 3 completo do Skin Talks!

Conteúdo informativo. Para orientações personalizadas, consulte um profissional de saúde.

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