Bumbum Up ou down?

Muito além da estética e da conquista visual do bumbum perfeito, o novo protocolo para melhorar os contornos do bumbum envolve uma abordagem multidisciplinar para favorecer um resultado satisfatório e a longo prazo – e tem tudo a ver com longevidade

Não é preciso pensar duas vezes ao responder à pergunta: bumbum para cima ou para baixo? O que muda, na verdade, é a forma de alcançar esse resultado tão desejado — para cima, claro. Diferentemente do passado, quando quase todas as expectativas recaíam sobre o treino intenso de glúteos, hoje é possível olhar para essa meta a partir de uma combinação de especialidades que pensa no longo prazo — seja em performance, seja na conscientização sobre os hábitos que podem interferir no resultado do tratamento.

“Na medicina, não olhamos para o paciente de forma segmentada. Nós olhamos para ele como um todo. Isso é muito importante principalmente para os tratamentos corporais”
Explica Dra. Gabriela Bastos.

Hoje, mais do que pensar em qual produto injetar ou qual tecnologia utilizar para melhorar o bumbum, ela analisa o terreno biológico de cada paciente. No caso do protocolo Bumbum Up, entender o estilo de vida é essencial para alcançar resultados de alta performance — e sustentá-los ao longo do tempo.

“Porque não adianta eu fazer uma aplicação para estímulo de colágeno, a paciente sair do meu consultório e se alimentar à base de ultraprocessados. Essa alimentação quebra o colágeno que eu estou estimulando. Ou, também, se expor à radiação solar, porque o excesso de radiação quebra as fibras de colágeno e elastina, deixando a pele fina e sem qualidade”, observa.

Por isso, criar esse ambiente favorável exige uma abordagem multidisciplinar. De acordo com a dermatologista, é nesse cenário que dois conceitos centrais da filosofia do Bussadē.Health ganham ainda mais força: Healthspan e Skinspan. O primeiro diz respeito ao tempo de vida vivido com saúde.

“Percebemos que nosso tempo de vida aumentou, mas envelhecer bem não significa apenas viver mais. Significa viver com saúde e qualidade de vida”, define Dra. Gabriela.

Já o Skinspan é o tempo em que a pele consegue permanecer saudável, funcional e resistente. E como eles se aplicam no bumbum?

O Bumbum Up consiste na combinação injetável entre ácido hialurônico e bioestimulador de colágeno, realizada uma vez por ano, para deixar a pele mais firme, melhorar a textura e promover projeção e sustentação do bumbum. “Melhorar o formato, deixar ele um pouco mais empinado e, se necessário, mais projetado — mas de maneira sutil”, diz. Quando aliado à fisioterapia, ela explica, há um forte aliado adicional: o campo eletromagnético.

“A importância dessa associação está no trabalho muscular. Isso porque a hipertrofia melhora o tônus e contribui diretamente para o resultado final do tratamento”, explica.

Nesse caso, a fisioterapeuta Dani Briguet indica o Zfield como tecnologia ideal para acompanhar o pré e o pós-procedimento. “O ideal é fazê-lo duas vezes por semana, totalizando oito sessões, para ajudar no resultado final do tratamento”, comenta. Segundo Briguet, quando realizado antes da aplicação, o protocolo ajuda a fortalecer a musculatura e a criar um ambiente mais favorável para o procedimento injetável.

De fato, tratar o músculo é importante e, como a dermatologista destaca, treinos de resistência e ganho de massa muscular têm respaldo científico por aumentarem a densidade da pele, deixando-a mais firme. “Tratar o músculo” é muito importante, porque ele não serve apenas para contorno corporal ou força — ele é considerado um órgão de longevidade.

A gente sabe que o músculo, quando faz o movimento de contração e relaxamento, libera substâncias anti-inflamatórias que conversam diretamente com a pele e estimulam a produção de colágeno”, explica.

Além disso, segundo ela, radiofrequência e ultrassom também podem ser associados ao protocolo para favorecer outros estímulos de colágeno, potencializando ainda mais a qualidade e a sustentação da pele.

E a endocrinologia?

“A gente começou a entender que composição corporal, metabolismo e qualidade da pele não caminham separados”, afirma o endocrinologista Dr. Pedro Barreto.

É a partir desse olhar que o organismo cria um ambiente mais favorável para o tratamento corporal. “A pele responde ao estado inflamatório do organismo, à qualidade do sono, ao equilíbrio hormonal, à massa muscular e até à forma como o corpo lida com o estresse crônico. Quando existe resistência insulínica, privação de sono, perda muscular ou excesso de cortisol circulante, isso inevitavelmente aparece também na textura da pele, na flacidez e na capacidade de regeneração tecidual”, completa.

Por essa razão, mesmo um tratamento corporal aparentemente isolado hoje pede um olhar integrado — algo que faz cada vez mais sentido. “Não porque a estética deixou de ser importante, mas porque ela passou a ser consequência de um organismo que funciona melhor como um todo”, reforça.

Segundo ele, hoje já existem evidências mostrando que atividade física regular melhora a elasticidade da pele, estimula produção de colágeno e reduz marcadores inflamatórios associados ao envelhecimento cutâneo.

“E, dentro desse contexto, a endocrinologia entra justamente ajudando o corpo a recuperar equilíbrio metabólico, preservar massa magra, melhorar sono, modular estresse e otimizar saúde hormonal. O resultado costuma aparecer de forma mais natural, mais sustentável e muito menos artificial do que quando o olhar fica restrito apenas à superfície”, finaliza.

Quer ver mais detalhes e bastidores do protocolo Bumbum Up? Siga @bussade.health no Instagram.

Conteúdo informativo. Para orientações personalizadas, consulte um profissional de saúde.

Para continuar a leitura, sem pressa