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Com a proposta de promover lifting facial sem comprometer a gordura facial, o XERF, tecnologia de radiofrequência monopolar, chega às clínicas do Bussade Health

A pronúncia correta é “Xãrf”. Desenvolvido pela Cynosure Lutronic, o XERF é descrito como a primeira radiofrequência monopolar multifrequencial, combinando frequências de 6,78 MHz e 2 MHz para entregar energia em diferentes profundidades da pele com maior precisão.  Segundo a proposta do sistema, essa combinação permite atuar não apenas em camadas superficiais, mas também em estruturas mais profundas, com foco em firmeza, efeito lifting facial e melhora da textura da pele.

“É uma tecnologia supermoderna. Uma radiofrequência monopolar que faz uma compactação sem consumo de gordura do rosto, além de promover lifting facial e tratar ligamentos”, explica a Dra. Maria Bussade, que destaca a possibilidade de aplicação tanto na região dos olhos quanto no rosto inteiro. “Não tem pós-procedimento e é indolor”, afirma.

Isso porque o sistema utiliza a tecnologia de pulso Wave Fit e o resfriamento Advanced Integrated Cryogen Delivery para controlar a distribuição de energia e preservar a temperatura da superfície da pele durante o procedimento. Assim, a proposta é oferecer sessões mais confortáveis, em 40 minutos, e com menor necessidade de anestesia em comparação com tecnologias semelhantes.

De acordo com um estudo sobre a eficácia da radiofrequência monopolar não invasiva de dupla frequência no rejuvenescimento cutâneo, a combinação de frequências 6,78 + 2 MHz promoveu alterações imediatas nas fibras de colágeno, incluindo espessamento e encurtamento dos feixes colágenos, alterações associadas à remodelação tecidual.

O estudo também identificou espessamento da fáscia superficial e da fáscia profunda, acompanhado por um efeito de tração ascendente dessas estruturas. Esse achado é relevante porque sugere ação em camadas mais profundas, algo que ainda carecia de evidência experimental mais detalhada em aparelhos tradicionais de radiofrequência monopolar.

Mesmo que a radiofrequência monopolar já seja amplamente utilizada para estimular colágeno e tratar flacidez, principalmente em áreas extensas, ainda havia poucas evidências concretas sobre sua capacidade de atingir estruturas profundas com impacto clínico mais abrangente. Para analisar esse potencial, os pesquisadores utilizaram um modelo suíno, frequentemente adotado pela semelhança com a pele humana, e realizaram avaliação histológica dos tecidos após a aplicação da tecnologia.

Na prática, os dados sugerem que a frequência mais baixa (2 MHz), quando combinada à frequência tradicional (6,78 MHz), pode ampliar a penetração térmica e atuar em estruturas mais profundas, aumentando o potencial de firmeza e sustentação cutânea.

Segundo os autores, essa abordagem de dupla frequência pode representar uma evolução em relação aos dispositivos monofrequenciais, especialmente no contexto de flacidez, textura e suporte estrutural.

O estudo conclui que a radiofrequência monopolar multifrequencial demonstrou capacidade experimental de alcançar camadas mais profundas da pele e promover remodelação estrutural mais ampla. Ainda assim, os pesquisadores ressaltam a necessidade de estudos clínicos de longo prazo para confirmar esses resultados em pacientes.

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